DIFÍCIL DE DIGERIR!

Por: Atanasio Zandamela
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Fotos de Luís Muianga

Com uma equipa que do nada fica descontrolada e ansiosa, aliado às tremedeiras defensivas, é bastante difícil ser se feliz. Depois de uma primeira parte de grande pressão e excelente atitude – culminou com um golo – já na segunda metade do nada o descontrolo tomou conta de Moçambique e viu-se uma selecção que até poderia ter vontade de querer ser feliz, mas não sabia o que fazer para alcançar a tal felicidade, que seria a liderança isolada do Grupo “K” de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2019 ao cabo de três jogos. No sábado até voltou a começar a ganhar mas acabou perdendo na recepção à Namíbia por 1-2 e já são cinco pontos perdidos em casa.

A derrota consentida depois dos 90 minutos foi mal digerida pelos cerca de 34 mil espectadores, com os mais atrevidos a criarem alvoroço que levaram a Polícia a optar por lançar gás lacrimogéneo para resolver a fúria, situação que encontrou muita gente desprevenida, incluindo alguns VIP. A discrição do ambiente é retratada noutro espaço, porque é do jogo que nos interessa debruçarmo- -nos aqui. E pode se dizer que Moçambique quis abordar de forma diferente a Namíbia, um conjunto de má memória para os moçambicanos – ainda não se desfizeram da final perdida na Cosafa em 2015, ao que se junta o confronto directo, que também é desfavorável: são 14 jogos, duas vitórias, seis empates e igual número de derrotas com o desaire de sábado.

Abel Xavier não só fez alterações no onze – Ratifo, Ifren, Edmilson e Geraldo cederam lugares a Maninho, Manucho (estreia absoluta), Reinildo e Clésio – como a equipa mudou de atitude. Os Mambas tiveram uma entrada de grande postura, com maior posse de bola, jogando em cima do adversário, graças à pressão exercida em todos os sentidos sobre um adversário que não quis entrar de cara à espera do momento, qual guerreiros cheios de bravura.

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