Fabrice ainda faz sonhar com o título

Muita coisa faltou para animar o espectáculo, sobretudo do lado da equipa da casa, da qual o público esperava boa circulação da bola, eficácia, brilhantismo e boas penetrações. Entretanto, a partida não foi de todo desinteressante, pois as duas colectividades, em alguns momentos do desafio, procuraram valorizar o espectáculo, sobretudo nos primeiros 30 minutos do encontro, em que o Ferroviário da Beira, com alguma agressividade, esteve em cima do adversário, ensaiando jogadas ofensivas que deixavam a defensiva contrária nervosa.

O Estrela Vermelha encontrava muitas dificuldades para fazer o seu jogo, não conseguia subir no meio-campo do adversário e se limitava a tentar parar as investidas do Ferroviário da Beira, que mesmo não fazendo um jogo bonito criava oportunidades de golo, algumas delas claras, mas desperdiçadas de forma infantil e vergonhosa, com Maninho, Gildo e Nelito a serem os protagonistas.

Aos 33 minutos, num contra-ataque rápido, Nelito tirou do caminho dois oponentes e rematou forte para defesa apertada e incompleta de Frenk, que havia parado um remate de Gildo, antes de Maninho levar um forte remate ao travessão da baliza.

Aos poucos, os “alaranjados” começaram a aparecer no encontro, mesmo com alguma timidez, procurando contrariar o adversário e subindo com algum perigo à baliza contrária. Foi na sequência disso que, à passagem do minuto 35, estiverem perto do golo, num lance de bola parada em que Loló, quase à entrada da grande área, tirou um estrondoso remate para defesa apertada e insegura de Soarito, mas ninguém esteve perto para a sobra.

Em resposta, os donos da casa foram eficazes, aos 37 minutos, num contra-ataque rápido em que a bola é bombeada para a área e Maninho cabeceou em direcção à baliza e, numa disputa com o guarda-redes, Fabrice, de cabeça, faz-se primeiro ao lance e cabeceou a contar, fazendo 1-0.

Num contra-ataque rápido, o Estrela Vermelha tentou responder ao golpe. A escassos centímetros à entrada da área, já isolado com a bola, um dianteiro da equipa é derrubado por um defensor contrário. O árbitro Paulo Buque, perto da jogada, assinalou falta e castigou Hagi com cartão amarelo, ao invés de vermelho directo, para o descontentamento da equipa técnica “alaranjada”. Esta situação praticamente marcou o fim da primeira parte.

ESTRELA VOLTOU COM TUDO

No reatamento, as coisas mudaram de sentido, com o Estrela Vermelha de Maputo a entrar disposto a restabelecer a igualdade, fazendo pressão alta sobre o adversário no meio-campo, onde estava irreconhecível.

Os pupilos de Aleixo Fumo acusavam algum cansaço e denotava-se falta de comunicação entre os três sectores, pelo que já não conseguiam sair a jogar, com muitos passes denunciados e a defesa parecendo muito passiva, oferecendo muitos lances ao adversário, mas que não sabia tirar proveito.

Poucas oportunidades de golo se viram neste período, em que se assistiu a um jogo sem qualidade. Não houve pressão nem velocidade em ambos os lados até ao fim da partida.

Chiruclério Ndatoma

Fotos de Mac