OPERÁRIOS DESMONTARAM TRAVESSAS

Por: Jocas achar
Foto de Arquivo
 
O 1º de Maio de Quelimane cometeu ontem a proeza de derrotar o líder do Moçambola, o Ferroviário de Maputo, por 2-1, em jogo referente à 16ª jornada do certame e que era aguardado com inusitada expectativa, ao ser assistido por um considerável número de espectadores com emoções transfiguradas devido à fome de golos e vitórias que o seu representante não conseguia trazer. Quando se pensava tratar de uma vitória de reconciliação entre os adeptos e o treinador Sebastião Sitoe, este último colocou no final do prelo o seu lugar à disposição, pelo facto de não suportar a pressão da massa associativa.   Até que a tecnologia prove o contrário, a locomotiva não pode navegar em águas, nem fluviais, nem marítimas. Por isso os operários foram buscar engenho e criatividade na sua inteligência: desmontar as travessas das vias-férreas para o maquinista Nélson Santos descarrilar na busca de uma vitória para reforçar a liderança. Apesar da derrota, a turma visitante controlou o jogo e exibiu astúcia e clarividência durante os noventa minutos do despique. Os primeiros vinte minutos foram dedicados ao estudo mútuo dos dois conjuntos, tendo sido raras as ocasiões de perigo para as duas balizas. Aliás, neste período de jogo foram duas as situações de algum perigo. Aos dois minutos Kamo-Kamo recebe o esférico na sequência de um centro do lado esquerdo, tira do caminho dois adversários e numa situação de desequilíbrio desfere um forte remate, mas a bola foi beijar no poste esquerdo. Na ocasião os adeptos locais colocaram as mãos na cabeça, ao ver que a bola viajava caprichosamente para a sua baliza. Se não houve ataque cardíaco é porque só Deus sabe proteger os seus. Em jeito de jogada de resposta, aos nove minutos Ismael, em posição privilegiada, isola-se, remata forte e o esférico foi roçar o poste.
 
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