Uma Vingança que fez estragos no Canavial

O Costa do Sol vingou-se ontem da derrota (0-1) sofrida na primeira volta e impôs mais uma derrota caseira (2-0) ao Incomáti de Xinavane. Se para o Costa do Sol foi a recuperação de um sorriso há muito desaparecido, para a equipa local o resultado agudizou uma crise já anunciada e acima de tudo provocou uma onda de contestações, com os adeptos a tentarem, sem sucesso, pedir contas ao treinador Carlos Manuel (Caló), que teve mesmo de se refugiar nos balneários e guarnecido pelos seguranças da Açucareira de Xinavane. O alvo dos adeptos, que não aceitaram o resultado e a descida para a zona de despromoção ainda que com menos dois jogos por realizar, era mesmo o treinador, pois deixaram os jogadores sair do campo até ao seu lar, mas não abandonavam o local onde acreditavam que estivesse Caló, que se manteve escondido por boas horas. E o jogo, esse, foi de um claro domínio canarinho, clube que teve maior posse de bola e melhores argumentos para lutar pela vitória, que começou a ser desenhada na primeira parte por Chawa aos 27 minutos. A equipa da casa ainda tentou ir atrás do prejuízo, mas não chegou a mostrar grandes argumentos nem mesmo com as alterações efectuadas. E o Costa do Sol chegou mesmo ao segundo, desta feita por Sibale, aos 83 minutos. Este resultado, ainda que tenha sacudido a pressão para o lado de Horácio Gonçalves, a verdade é que a sua continuidade nos últimos dias tem sido questionada. O Costa do Sol soma agora 22 pontos em 11º lugar juntamente com outras três equipas e na próxima jornada recebe o aflito Desportivo de Nacala. Já o Incomáti, que desceu para a zona da despromoção com 16 pontos, pode não continuar com Caló, segundo fontes do “canavial”. Na próxima jornada desloca-se à capital para defrontar o actual líder, Ferroviário de Maputo.

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