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Das sobretaxas migratórias ao gás lacrimogéneo no estádio

César Langa

Fotos de Arquivo

O Ferroviário da Beira regressou de Kinshasa com uma pesada derrota (3-0), sofrida frente ao AS Vita, na primeira mão dos dezasseis avos-de-final da Taça CAF. Números que podiam ter sido menos pesados, não fossem fenómenos extrajogos vividos pelos “locomotivas” da capital provincial de Sofala na RD Congo.

O posicionamento de Moçambique em relação à RD Congo, no “ranking” da FIFA, por si sójá colocava o Ferroviário da Beira numa situação de desvantagem perante o AS Vita Club de Kinshasa. E há outros elementos como o histórico do próprio clube no contexto do futebol congolês, que não tem paralelismo nos “locomotivas” do Chiveve, no seu país. Basta referir que o AS Vita tem 12 títulos ganhos no seu país contra nenhum do seu adversário da primeira mão dos dezasseis avos-de-final da Taça CAF, no Moçambola.

Estas eram as premissas que podiam propiciar que o AS Vita se preocupasse em recorrer a dribles fora da quadra do jogo, incluindo cobranças esquisitas de valores ao seu visitante, desde o pagamento de viaturas não utilizadas, passando pela bonificação da Polícia de escolta, até ao visto de saída do país.Tudo isto depois de uma longa espera para a conclusão do processo migratório no Aeroporto de Kinshasa, desgastando sobremaneira as mentes dos recém-desembarcados, que para além do visto de entradatambém foram obrigados a pagar o visto de saída do país, alegadamente para o melhoramento das infra-estruturas aeroportuárias daquele país.

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