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6ª Jornada do Moçambola

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Um cordeiro disfarçado com pele de lobo

Num jogo claramente dominado pela União Desportiva do Songo, o Platinium Stars FC voltou a arrancar uma magra mas preciosa vitória de 1-0, desta feita sábado à noite, no Estádio Nacional do Zimpeto, repetindo a dose de há sensivelmente uma semana, em Rustenburg. Com este resultado, os Dikwena transitam para a primeira eliminatória da Taça CAF com um agregado de 2-0.

De forma muito precoce, terminou sábado à noite o sonho da União Desportiva do Songo, que mesmo tendo sido ligeiramente superior em termos de produção de jogo não conseguiu violar as redes do Platinium Stars FC, que não só acabou defendendo o 1-0, como também marcou um golo muito frio, contra a corrente do jogo, que lhe valeu nova vitória e consequente qualificação para a primeira eliminatória da Taça CAF.

O Platinium Stars vinha do jogo da primeira "mão" com com responsabilidades de defender o golo solitário marcado no seu terreno, pelo que cabia à rapaziada de Chiquinho Conde assumir as despesas do jogo, mudando completamente a estratégia usada em Rustenburg, o que passava por uma postura mais ousada, ofensiva, sem no entanto descurar dos cuidados defensivos para evitar percalços.

É que a derrota por 1-0 registada no Royal Bafokeng Stadium encerrava, por si, não só uma desvantagem, mas um risco enorme para a União Desportiva do Songo, na medida em que na previsível necessidade de correr para obter um golo que no mínimo empatasse a eliminatória tinha, ao mesmo tempo, que se precaver para não sofrer um golo e ver as suas contas mais complicadas ainda.

SONGO NA MÓ DE CIMA

Soado o apito inicial para o jogo a reduzida moldura humana que se fez ao Zimpeto ficou expectante quando à forma como os hidroeléctricos conciliariam as necessidade que tinham na abordagem da partida, tendo visto uma União Desportiva do Songo a tentar, desde cedo, se agigantar do seu adversário, embora de forma tímida.

Aliás, terá sido o Platinium Stars, aos três minutos, a primeira equipa a levar algum perigo à baliza contrária, num lance aparentemente inofensivo, em que mesmo assim o defesa Tshaba aproveitou-se duma sobra para ensaiar um remate de forma da área, que o guarda-redes Leonel – titular no lugar de Swini – defendeu para canto.

A espaços, a União Desportiva do Songo tentava dar sentido à organização do seu jogo, à circulação de bola e respectivas transições ofensivas, que não saíam a contento, mas mesmo assim aos 12 minutos Banda conseguiu subir da direita e tirar um cruzamento ao qual o desinspirado Luís Miquissone correspondeu com um remate por cima.

Seguiu-se um período meio morto, em que as duas equipas equivaleram-se, embora o Songo tivesse maior posse de bola, entretanto não traduzida em ocasiões de golo propriamente ditas, já que as unidades das quais se esperava que pudessem desequilibrar – Parkim, Jojó e Miquissone, sobretudo – continuavam abaixo do seu rendimento normal, não conseguindo explorar os muitos espaços que o adversário vezes sem conta abria.

Quando estava decorrido o minuto 30 novo momento de algum pânico volta a abater-se sobre o último reduto do Songo, com Mabena, novamente num lance aparentemente inofensivo, a rematar de fora da área, obrigando o keeper Leonel a fazer uma defesa apertada para canto.

O Songo, vendo o tempo a passar, procurava, progressivamente, melhorar o seu comportamento em campo, naquela dura missão de atacar com cuidados redobrados em termos defensivos, tendo aos 37 minutos beneficiado de dois livres seguidos à entrada da área, em posição frontal à baliza de Mzimela, mas, infelizmente, não conseguiu tirar proveito dessas situações, naquilo que, aliás, seriam os últimos momentos de registo da etapa inicial.

MAIS SONGO…

Os pupilos de Chiquinho Conde que se viram no reatamento no jogo deram a entender que o seu técnico terá dado indicações claras da necessidade de pressionar mais o último reduto contrário, a avaliar pela impressão de maior velocidade no jogo, comparativamente à etapa inicial, mau grado a prevalência da ineficácia nas tentativas de perfuração da defensiva do Platinium, o que muitas vezes era resultado da pressa com que as coisas eram feitas tanto da parte de Parkim, como de Miquissone e Jojó.

Mesmo assim a União Desportiva era visivelmente mais agressiva que o seu oponente e aos 62 minutos Miquissone recebeu um bombeamento na área de grande penalidade, tendo ensaiado um pontapé acrobático, correspondido com uma defesa apertada do guarda-redes do Platinium Stars, que por pouco era traído pelo remate.

O público gostou da reacção da equipa moçambicana e tentou quanto pôde puxar por ela, o que permitiu que partisse com maior vigor ainda para cima do adversário, na tentativa de chegar ao golo inaugural, que colocaria a eliminatória empatada para depois discutir o resto, mas apesar do claro agigantamento as coisas teimavam em não sair de feição para os hidroeléctricos.

O tempo, esse, não perdoava e ia pressionando a União Desportiva do Songo, que aos 70 minutos beneficiou de um livre a meio do meio-campo dos Dikwena, um pouco descaído para o lado esquerdo, donde Cambala arrancou um portentoso remate que o keeper Mzimela consegue desviar para canto.

Não descansava o Songo – e nem tinha motivos para tanto – e eis que aos 78 minutos Miquissone, após um cruazamento, surge entre dois defensores a cabecear com perigo, mas por cima do travessão.

GOLO FRIO DE MABENA

O cronómetro acusava que faltavam pouco mais de 20 minutos e por essas alturas o Songo tinha subido as linhas, na perspectiva de chegar ao tão almejado golo de empate da eliminatória, quando surge o temido balde de água fria, pois num contra-ataque bastante rápido e dos poucos que o Platinium Stars conseguiu no jogo a defensiva é apanhada descompensada e o cruzamento rasteiro que surgiu da direita encontra o pé de Mabena, que desvia o esférico para o fundo das malhas da baliza defendida por Leonel.

Estava, desta forma, feito o 0-1 que complicava a eliminatória, pois se antes era preciso que, no mínimo, o Songo marcasse só um golo para empatar a eliminatória, agora era preciso marcar três tentos para ganhar vantagem, o que não se afigurava fácil, pois se em 80 minutos (fora os 90 da primeira "mão) não lograra marcar um golo sequer para dar expressão numérica ao seu pendor ofensivo era de duvidar que conseguisse contrariar a realidade que o golo sofrido representava.

Mesmo assim os pupilos de Chiquinho Conde não baixaram os braços ante aquele golpe ocorrido na melhor fase do seu comportamento em campo, todavia apesar dos quatro minutos concedidos pelo árbitro angolano nada mais mudou dentro das quatro linhas até ao apito final, que veio sentenciar a eliminação precoce do representante moçambicano, que só tinha que se render às evidências emanadas do conjunto das duas "mãos" desta eliminatória.

Fica entretanto a impressão de que os Dikwena não são, realmente, adversários de outra galáxia pois razões havia mais que suficientes para se acreditar que a eliminatória podia ser resolvida neste jogo, apesar do 1-0 em Rustenburg. Aliás, quem esteve no campo com leituras desapaixonadas facilmente terá chegado à conclusão de que, de facto, o Platinium Stars FC era um adversário acessível e não passou de um cordeiro disfarçado com pele de lobo.

Estádio Nacional do Zimpeto

Assistência:cerca de 1500 espectadores

Árbitro:Hélder Martins, auxiliado por Júlio Lemos e Ivanildo Lopes. 4º árbitro: João Goma

Acção disciplinar:cartão amarelo para Nhlapo

Golo deMabena, aos 80 minutos

UD Songo, 0

Leonel

Kley

Gildo

Mucuapel

Tony

Cambala

Cremildo (75’)

Parkim

Luís Miquissone

Jojó (56’)

Banda (82’)

Suplentes utilizados

Lanito (56’)

Sataca Jr. (75’)

Danilo (82’)

Suplentes não utilizados

Gugu

Mayunda

Ernesto Jr.

Germino

Treinador:Chiquinho Conde

Platinium Stars FC, 1

Mzimela

Mabuli

Nhlapo (67’)

Millo

Zulu

Tshaba (74’)

Mathe

Mabena

Ng’ambi

Mere

Ntuli (84’)

Suplentes utilizados

Sithole (67’)

Sibusiso (74’)

Benson (74’)

Treinador:Cavin Johnson

Crónica de Reginasldo Cumbana &Fotos de Luís Muianga

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Classificação do Moçambola 2018

Equipas
J V E D GM GS P
1 U.D. Songo 6 4 1 1 8 6 13
2 F. de Maputo 6 4 0 2 9 6 12
3 Clube de Chibuto 6 3 2 1 12 5 11
4 Liga Desportiva 6 3 2 1 6 4 11
5 F. da Beira 6 2 4 0 10 4 10
6 F. de Nampula 6 2 3 1 7 4 9
7 Textáfrica de Chimoio 6 2 3 1 8 8 9
8 Costa do Sol 6 2 2 2 5 3 8
9 F. de Nacala 6 2 1 3 5 7 7
10 1º De Maio 6 2 1 3 6 9 7
11 Incomáti de Xinavane 6 1 3 2 2 3 6
12 D. Nacala 6 1 2 3 3 4 5
13 Maxaquene 6 1 2 3 6 8 5
14 UP de Manica 6 1 2 3 3 6 5
15 ENH de Vilankulo 6 1 2 3 3 8 5
16 Sporting de Nampula 6 1 2 3 4 12 5
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