A maior parte dos clubes não se preocupa com o futuro que o seu jogador terá na reforma

Poucos são os jogadores de futebol que se dão conta de quão curta é a uma carreira desportiva e que a vida que vem depois pode ser mais longa do que a já vivida. E para o caso moçambicano a indústria desportiva carece de debates acesos sobre o papel dos vários intermediários, tais são os agentes desportivos, empresários desportivos, clubes por em diante.

A quem se atribui a culpa quando se vêem alguns ex-jogadores de futebol moçambicano e outros ainda em idade activa abandonados à sua sorte e falidos? Má gestão da sua carreira ou ausência de instituições que defendam os interesses dos artistas da bola, que aos fins-de-semana contribuem para a alegria das famílias moçambicanas­­?

Mergulhado num oceano de dificuldades, mas com perspectivas de um futuro risonho, o sindicato não tira o pé do acelerador e acredita que a situação do jogador moçambicano poderia ser melhor se os dirigentes se envolvessem em causas dos jogadores.

O desafio ouviu Tony Gravata, actualmente presidente do Sindicato Nacional dos Jogadores de Futebol, sobre as peripécias em volta da defesa dos direitos dos artistas da bola, fazendo a retrospectiva daquilo que foi o percurso da entidade no ano que já vai para o seu término.

“De facto, o fim da época remete-nos a uma reflexão e programação do ano seguinte, e a nível do sindicato não se foge à regra. Nós somos novos, temos quase um ano de cumprimento do nosso mandato, contudo estamos satisfeitos com o nível do que estamos a ter, apesar de não termos tudo aquilo que pretendíamos para este ano. 

(Acompanhe a Reportagem no jornal impresso desta semana).