Ser vice-presidente da FIBA-África significa reconhecimento ao basket moçambicano

O desafio não podia ficar indiferente a esta ascensão de Aníbal Manave, pelo que entabulou dois dedos de conversa com ele para colher o seu sentimento face à confiança nele depositada pela FIBA, organismo que gere o basquetebol a nível mundial.

Dentre outras questões, constata-se que a realidade encontrada na Zona VI de África permitiu ao elenco de Aníbal Manave desenhar estratégias que permitissem que a curto e médio e prazos todos os países da região criassem condições para massificar a modalidade. Confira na íntegra a entrevista com Manave.

TRÊS NÍVEIS DE PRÁTICA DE BASKET NA NOSSA ZONA

– Aníbal Manave é o actual presidente da Zona VI. Como avalia o desenvolvimento do basquetebol na região desde que está à frente dos destinos da zona?

Estou na Zona VI há cerca de oitos anos, dois mandatos de quatro anos cada. Quando a FIBA-Mundo decidiu subdividir o continente africano em sub-regiões, o objectivo era tornar os processos inerentes ao basquetebol mais dinâmicos. Sabemos das dificuldades de acesso no continente, e esta subdivisão veio exactamente para suprir esta problemática. A região da África Austral ficou Zona VI e, desde lá, temos tentado facilitar todas as actividades do organismo máximo. Foi com este propósito de dar seguimento às actividades da FIBA que tentei dar algum dinamismo na nossa zona, onde a realidade da prática da modalidade é diferente e apresenta três níveis.

– Quais?

Angola e Moçambique são países com cultura de basquetebol, que por sinal é a segunda modalidade mais praticada; África do Sul, Zâmbia e Zimbabwe têm potencial para a prática da modalidade, mas não era prioritária. Há outras modalidades nestes países, com destaque para o râguebi e cricket. Tínhamos um terceiro nível de países onde, praticamente, o basket não existia (Botswana, Lesoto, Namíbia, Malawi e Swazilândia). Havia núcleos ou grupos de amigos que praticavam a modalidade. Em Windhoek, por exemplo, não tinham até há bem pouco tempo nenhum campo oficial, o mesmo se pode dizer do Botswana.

Acompanhe toda a entrevista na edição impressa desta semana.á nas bancas