Fomos muito fortes em casa

Rogério Balate não encontra nenhuma relação com o povo guerreiro, cujo clã ocupa actualmente o KwaZulu-Natal, África do Sul.

Rogério Balate, que logo à nascença virou Zulu, está a fazer sua expansão ao outro nível futebolístico e este ano com resultados vistosos. Nascido em Maputo, começou a dar nas vistas quando trabalhou em Quelimane (Sporting e 1.º de Maio) mas a sua história encetou uma nova fase quando acompanhou Nacir Armando a Nacala como adjunto, que no meio da época virou principal.

Saiu de Maputo não com interesses expansionistas, como aconteceu com os zulus, mas com ambição de vencer. Depois de ter conseguido salvar a equipa da despromoção, neste ano surpreendeu meio mundo com a conquista inesperada do pódio, ao ocupar o terceiro lugar com 50 pontos. Algo que em toda a sua história o Ferroviário de Nacala não havia conseguido, registando apenas a conquista da Taça da Liga (2015). 

Os jogadores são considerados como verdadeiros obreiros desta ascensão. Foram extraordinários. Eu sou um treinador muito próximo deles (jogadores) e acho que isso facilitou-nos o trabalho, diz o técnico, que não aceita que o sucesso das equipas de fora de Maputo seja resultado da falta de trabalho na capital, mas sim pelaevolução que se nota noutras zonas do país. Não é por acaso que nos últimos dois anos três dos principais títulos tenham saído de Maputo, através da conquista do Moçambola pelo Ferroviário da Beira e União Desportiva do Songo, que já no ano anterior havia ganho a Taça de Moçambique. A localização das equipas começa a não ser tão determinante, explica.

Atanásio Zandamela