DIRIGENTES DEVEM DISTANCIAR-SE DAS PRESSÕES FEITAS PELOS ADEPTOS

Por: Joca Estêvão
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Fotos de Arquivo
 

A pressão dos adeptos é o denominador comum na decisão pelas chicotadas psicológicas que se assistem de ano em ano no futebol moçambicano. Este ano oito treinadores antes do arranque da segunda volta do Moçambola deixaram as equipas que treinavam desde o início da época. Por um motivo incomum, Victor Matine, que fora indicado para orientar a Universidade Pedagógica de Manica, depois de ter estado no homónimo do Niassa, viu-se forçado a abandonar o projecto devido ao convite da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para seleccionador nacional adjunto no auxílio a Abel Xavier, e responsável pelos Sub20. Aí a UP de Manica encontrou em Aleixo Fumo a solução para o comando técnico. Seguiram-se outras, com motivações completamente diferentes. Zulu, que tinha feito uma época excelente em 2017, levando o Ferroviário de Nacala ao inédito terceiro lugar no Moçambola, tendo um início do Moçambola-2018 “em troca de pernas”, apesar dos reforços que lhe foram concedidos pela Direcção locomotiva. A pressão começou e a sua queda não surpreendeu. Por outro, o Desportivo de Nacala, que oscilava entre o bom e o mau, com Sérgio Faife – aliás, uma das derrotas que precipitou a saída de Zulu do Nacala fora com o Desportivo de Nacala –, que também pressionado viu-se obrigado a deixar o comando dos canarinhos de Nacala, mas vindo a ser anunciado no rival da mesma região. O Desportivo optou por Zé Augusto, mas tanto num como noutro clube de Nacala os resultados não melhoraram.

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