E se Quipiço sofreu pressões do “além”!

Joca Estêvão
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Isto é sério. Ninguém, em sã consciência, coloca Artur Semedo e Daúde Razaque a disputar a vaga de treinador. Não há aqui simpatias por um e antipatias pelo outro. A minha amizade com o Artur Semedo é pública. Vai além dos futebóis, mas sou o suficientemente lúcido e sem “palas” para observar o óbvio, ou não estaria aqui a arriscar trazer um artigo para cair no ridículo. Por mais coisas que se digam, as circunstâncias deixam a qualquer ser atento que a competência e a experiência de Artur Semedo são de longe superiores aos argumentos de Daúde Razaque (há vários formados em Medicina que não são bons médicos), escolhido para treinador do Ferroviário de Maputo, um clube com história de quase cem anos de glória.

Pela dimensão do Ferroviário, um clube que se confunde com títulos, bom futebol praticado durante os seus anos de existência, exige-se, depois do fracasso na escolha de Nélson Santos, um treinador de créditos firmados. A priori, esse treinador não é Daúde Razaque. Mas em minha opinião não se deve passar já um atestado de incompetência sem que ele possa esgrimir os seus conhecimentos no terreno. Aliás, Razaque até pode vir a conquistar títulos e a partir de já. Mas será que esse seria indicador para chamar a si o estatuto de grande, digo, bom treinador?

Seguindo o futebol com olhos de ver, ficou provado que os títulos não são o melhor indicador para conferir competência a um treinador. Há outros factores adjacentes. A estrutura de um clube pode, muitas vezes, ser um grande alicerce para conferir triunfos. A qualidade do treinador conta, mas já se provou que isso não basta, até porque quem olha para o futebol como eu e uns tantos percebe que há vários treinadores incompetentes que colecccionam títulos.

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