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Os novos feitores da “descomunicação” desportiva

Editorial

Aqui mais do que lá a “descomunicação” desportiva tem sido abusivamente usada para encapotar um atrasado conceito insular do desporto, ignorando os sinais cada vez mais claros de uma linguagem transparente e permanentemente exposta à avaliação pública.

É verdade que, desde que os contratos dos jogadores e dos treinadores de futebol deixaram de ser inacessíveis ao devotado consumidor da próspera indústria futebolística, passamos a ficar cada vez mais escandalizados com os valores das transacções, uma mais proibitiva que a outra.

Por cá, dentro da nossa emergência, ainda nos convém acenar com a bandeira do pudor e do resguardo pela privacidade de salário alheio, mesmo quando estes são descontados de empresas públicas, portanto do âmbito e espaço públicos e por isso mesmo passíveis de probidade e transparência.

Enfim, adiante.

O que nos deve preocupar é, de facto, o nosso salário e não o salário dos outros, mas também ainda esta crescente disposição de que os jornalistas devem andar à margem do processo comunicacional do futebol e, no sórdido sistema, sejam insistentemente tidos como uma horda de perfeitos ignorantes.

Tem sido invariavelmente assim no âmbito das transferências, com as evidências dos jornalistas a serem transformadas em probabilidades incautas e acriançadas; com os cínicos e vazios “ainda não há nada” a quererem dizer que afinal já há tudo, etc., etc…

É neste âmbito e circunstância que Nélson Santos preferiu conceder uma entrevista a um jornal português e deixar os jornais moçambicanos à margem do processo comunicacional, mesmo até para sublinhar que os jornalistas que deixou na terra onde vai disputar o Moçambola como treinador do Ferroviário de Maputo são exactamente da insolência e estupidez atribuídos por este dispositivo da nova comunicação por mapeamento.

Por seu turno, o “dossier” de Abel Xavier, que acabou por assinar o contrato que assinou, também foi gerido de forma um pouco ortodoxa por parte de alguns dos seus causadores, a determinado espaço parecendo mais um jogo de mentes a reeditar os famosos “mind games” muito em voga nos bastidores do futebol moderno.

Antes de nos habituarmos ao ultraje deste novo processo de “descomunicação” no futebol, precisamos não apenas de engolir os sapos e os desabafos mas sobretudo de revermos a lógica dos métodos e bramirmos o facto de sermos intervenientes activos e válidos neste propósito de desenvolver um futebol mais socializante.

Até lá, a certeza de que para aperfeiçoarmos o sistema e as instituições, jamais a capitulação e o conformismo na circunstância de sermos relegados da nova ordem de comunicação que se pretende instalar, de preferência sem a ideia de desgraçados e coitados de permeio.

Almiro Santos

 

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