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No nonagésimo sétimo ano fica fora da rota dos títulos

No passado sábado (6 de Maio), o Clube de Desportos da Maxaquene completou e celebrou 97 anos da sua existência.

Precisamente este ano, os tricolores anunciaram que o seu principal objectivo, no futebol, não passava pela luta pelo título, apresentando-se com uma equipa modesta, recheada de talentos, maioritariamente jovens e sem grande experiência de Moçambola, longe do caracterizou o Maxaquene ao longo dos cem anos de vida. É mesmo para dizer, quem te viu, quem te vê.

Paralelamente ao destino agora tomado pelo futebol, o basquetebol já anda arredado dos maiores objectivos nacionais desde anos passados. O Maxaquene perdeu o estatuto de candidato à conquista de títulos em todas as modalidades que movimenta, constratando com os momentos onde o clube conheceu dos melhores atletas, reconhecidos até aos dias que correm.

Este clube, que outrora chamou-se Sporting Clube de Lourenço Marques, não parece o mesmo que foi o primeiro campeão em 1922, nos distritais de Lourenço Marques (Moçambique era tida como província ultramarina de Portugal), dois anos após o seu nascimento, conquistando a mesma prova em 1930, ‘33, ‘38,’40,’43,’48, ’53 e ’60.
Recorde-se que era dos campeonatos provinciais de Moçambique iniciou em 1956, ano em que o Ferroviário de Lourenço Marques foi campeão. O Sporting, hoje Maxaquene, venceu a prova em 1960 e em 1962. Seguiram-se anos e anos de glória, com desfile de jogadores, nos 70 anos, na modalidade de futebol, que fizeram história em Moçambique e no espaço português como Tayob, Maurício, Satar, Octávio de Sá, Marcelo de Sá, Sárria, Amenga, Joaquim, Sérgio Albazine, Naldo, Edy, Fernandel, Mazula, Armandinho (Mudjirifi), Dover, Calado, Mandito, Brito, João, Sábado, Ahmed, Nuro Americano, Joaquim João (curta passagem) e ainda uma equipa com jogadores fabulosos que escreveram com letras de ouro a história do clube, na década de 80, vencendo três campeonatos consecutivos da qual faziam parte também Nuro, dos melhores guarda-redes da história de Moçambique, Ferreira, Augusto, Jacinto, Almeida, Santinho, Manuel Cossa, Geraldo Conde, Chiquinho Conde, Mulima, entre outros, que se seguiram sem títulos, como exemplo é Antoninho Muchanga, infelizmente sem títulos como jogador, mas ligado ao último campeonato conquistado, como treinador.

No basquetebol, o clube que sábado completou 97 anos de existência viu passar figuras de grande nível como as de Nélson Serra, Mário Albuquerque, Victor Morgado (Molinhas), Rui Pinheiro, dos melhores jogadores da década de 70 reconhecidos no espaço português, passando por Hélder Nhandamo (Cobra), Firmino e José Moiane, Ernesto Júnior, Aníbal Manave, Claudino Dias, só para citar alguns nomes, em masculinos, sem nos esquecermos das basquetistas Angelica Homo, Páscoa Fonseca, Ana Paula Reis, Alice Tila, Aurélia Manave, Luísa e Ramira Langa, Esperança Sambo, para falar de um momento de grandes glórias e que serviram de referências para gerações que subsequentes no clube, como no desporto, em geral. O Maxaquene movimentou, durante largos tempos, o atletismo, destacando-se Abdul Ismail, quem se lembra dele?, também o ciclismo, com grande muita tradição.

Hoje, o clube, sem o seu tradicional campo de jogos (futebol), o da baixa (ultimamente serve para treinos) é um quase centenário engolido por diversos factores, entre eles os económicos.

Esse quase centenário dá os seus passos lentos, muitos lentos e penosos. Dir-se-á que se deriva pelo peso da idade, deixando-se ultrapassar por clubes com muito menos de 30 anos de existência, correndo o risco, apesar da grande ginástica para se evitar, de seguir o destino do outro quase centenário, o seu vizinho Desportivo de Maputo, nascido um ano depois de si.

Como dissemos, este ano, o Maxaquene não é candidato a nada. Participa em provas das modalidades que movimenta com ombros descaídos, sem merecer o respeito dos seus adversários como acontecia outrora.

Esperamos que a coragem que teve para ter equipas modestas no futebol e no basquetebol possam trazer títulos nos próximos tempos, como a direcção actual preconiza. Caso o projecto falhe, até porque dos poucos valores a despontar poderão rumar para outras colectividades melhor estruturadas e com o maior orçamento, o Maxaquene pode arriscar-se a por o precipício.

Lutando contra a futurologia negativa, vão os meus os meus votos de um Maxaquene próspero nos próximos tempos, resistente a todas intempéries.

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Classificação do Moçambola 2017

Equipas
J V E D GM GS P
1 U.D. Songo 23 15 4 4 28 13 49
2 Costa do Sol 22 12 6 4 29 13 42
3 Clube de Chibuto 23 10 7 6 23 20 37
4 Liga Desportiva 23 9 7 7 30 25 34
5 F. de Nacala 23 9 7 7 17 16 34
6 D. Nacala 23 7 11 5 17 13 32
7 F. de Maputo 23 9 5 9 21 20 32
8 ENH de Vilankulo 22 7 8 7 24 22 29
9 F. de Nampula 23 5 13 5 18 17 28
10 Textáfrica de Chimoio 23 7 7 9 21 24 28
11 F. da Beira 20 6 9 5 24 19 27
12 Maxaquene 23 6 9 8 20 20 27
13 1º De Maio 23 6 7 10 25 31 25
14 Chingale de Tete 23 6 5 12 24 36 23
15 UP Lichinga 22 5 7 10 10 18 22
16 A D Macuácua 23 3 6 14 11 35 15
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