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30ª Jornada do Moçambola

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Um canário de bico fechado e penas apontadas ao título

No ninho do canário, a resposta ao suposto trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela comunicação social com vista a desestabilização no seio deve ter sido levada ao balneário da seguinte forma: estes gajos querem estragar o nosso trabalho, sendo assim, de nós não vão ter patavina. Não se dirijam mais a eles.

 

A estratégia tem estado a resultar. O Costa do Sol vai ganhando aqui e ali. Semana sim, semana sim e cada vez mais, torna-se tão candidato, como foi em 2015, onde o título ficou decidido na última jornada, por coincidência com o mesmo treinador (Nélson Santos), que já disse ter uma relação quase paternal com o presidente Amosse Chicuacuala.

O técnico Nélson Santos, que vem de um país (Portugal) onde a comunicação social é bastante viril em qualquer que seja a acção, mostrou logo de início ser híper sensível às críticas que foram surgindo do seu Costa do Sol. Até aquela simpatia de um rapaz sempre bem-disposto que sempre contornava tudo na desportiva, o que lhe parecia característico, esfumou-se e, varias vezes, mostra um amuo que não fica bem ao guerreiro mais sisudo.

O importante para a turma de Chicualacuala é que o balneário se blinde e que não se passe cartão aos gajos da comunicação, que, ao tudo lhes parece, estão com intenções claras de desviar as atenções de conquistar o título, essa preciosidade que o canário não consegue festejar em quase dez anos.

Tudo leva a crer que durante estes anos todos de jejum, o principal culpado foi Joca, ou o João, Alberto, Sebastião. Então, para que tudo continue em paz, que se danem os jornalistas, os leitores, telespectadores, os adeptos espalhados um pouco por todo o sitio.

Se calhar, este ano, quando as coisas começaram de forma titubeante, mesmo quando o desenvolvimento do jogo não era convincente, colocando os adeptos em polvorosa, foi por obra e culpa dos pobres dos jornalistas.

Na vida do canário, lembrem-se os que quiserem, nos vários anos de conquistas, também teve percalços. Jogadores, treinadores, dirigentes foram alvos de críticas, mas o clube se manteve com alma de campeão. O canário soube tirar melhor partido dessas críticas, que, se calhar, tornaram o Costa do Sol mais forte, reconhecido e temido.

Hoje o Costa do Sol é intocável. Não se pode proferir nadica de nada sobre o mistério dos seus terrenos, que vem logo alguém a dizer que este está a serviço disto, daquele para desestabilizar e não se olha para os prejuízos avultados da colectividade. Também não deve retratar nada sobre as deserções e desacertos na cúpula. Quem ousou descrever esses factos foi associado à desestabilização e, por culpa disso, o público não vai desfrutar das declarações do treinador, dos jogadores, nem dos dirigentes porque de bico fechado, se julga ser a melhor forma de edificar uma conquista.

No meio de tudo isto, o bom do Artur Faria, jovem afável, que também teve boa parte da sua vida na terra de Camões, entra no mesmo jogo de mudez, aliás, poderão ser por seu intermedio que serão veiculadas algumas informações, quiçá, de menor importância.

Foi este jovem que ouvi e vi a dizer alto e a bom som que o público continuará a ter informações sobre o Costa do Sol, pelo que não há black-out.

Imaginem só, se a Federação Moçambicana de Futebol, o seleccionador nacional, neste momento em que a selecção – depois de vencer a Zâmbia, em Ndola, perdeu com o Zimbabwe, na Cosafa, ganhando, de forma sofrível ao combinado frágil das Seychelles, e terminando o torneio, com uma goleada a todos os níveis humilhante frente a Madagáscar –, optasse pela estratégia do mutismo?

Há motivos fortes para que se caia em cima de Abel Xavier, sobretudo, pelas escolhas pouco convincentes neste torneio (vários dos jogadores sem histórico de selecções jovens, com idade que não dá garantias nenhumas ao futuro). O povo está triste, entretanto, Abel irá justificar-se, de qualquer jeito.

Enfim, isto não pega no Costa do Sol e ponto final. Danem-se todos. 

Joca Estêvão 

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Classificação do Moçambola 2017

Equipas
J V E D GM GS P
1 U.D. Songo 30 19 7 4 38 15 64
2 Costa do Sol 30 16 8 6 41 19 56
3 F. de Nacala 30 14 8 8 27 18 50
4 F. da Beira 30 11 12 7 36 27 45
5 Liga Desportiva 30 12 8 10 40 30 44
6 D. Nacala 30 10 14 6 23 18 44
7 F. de Maputo 30 12 7 11 26 24 43
8 Clube de Chibuto 30 11 10 9 28 28 43
9 ENH de Vilankulo 30 9 13 8 27 25 40
10 F. de Nampula 30 7 16 7 21 19 37
11 Textáfrica de Chimoio 30 10 7 13 27 38 37
12 Maxaquene 30 8 10 12 23 27 34
13 1º De Maio 30 8 10 12 30 36 34
14 Chingale de Tete 30 8 6 16 30 44 30
15 UP Lichinga 30 6 8 16 15 30 26
16 A D Macuácua 30 4 6 20 13 47 18
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