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Fumo branco para uso até Abril das catedrais de basquetebol e hóquei

Os pavilhões do Maxaquene e do Estrela Vermelha, célebres palcos moçambicanos de basquetebol e hóquei em patins, encerrados meses depois da realização dos X Jogos Africanos de Maputo-2011 devido a uma série de anomalias, voltarão a funcionar antes do início do mês de Abril. A garantia foi dada pelo Ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Júnior, que hoje encerra uma visita iniciada na passada quarta-feira a algumas infra-estruturas construídas ou reabilitadas com vista à olimpíada africana.

Está a ser produtiva a visita que o Ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Júnior, está a realizar desde a passada quarta-feira e que esta tarde termina a algumas infra-estruturas construídas ou reabilitadas para os X Jogos Africanos.

As boas notícias têm a ver com a garantia de que os pavilhões do Maxaquene e do Estrela Vermelha deverão estar aptos para receber jogos até os princípios do próximo mês de Abril.

Assim, ficam sem efeito os motivos de alarme em relação à disponibilidade do maior pavilhão do país para a organização, em Setembro próximo, do Campeonato Africano das Nações em basquetebol sénior feminino.

Encerrado há cerca de um ano, o pavilhão do Maxaquene deverá estar disponível para receber jogos de basquetebol e de outras modalidades de salão dentro de duas semanas.

A maior infra-estrutura desportiva do país para modalidades de salão fora encerrada meses depois da realização dos X Jogos Africanos por se ter detectado graves irregularidades que concorreram para a danificação do respectivo piso.

É que, com as obras feitas quer no próprio pavilhão assim como na sua cintura houve uma alteração do ambiente natural envolvente o que, por sua vez, fez com que ficassem fechados os caminhos de escoamento das águas das chuvas.

E foram, de facto, as águas das chuvas que entraram dentro do pavilhão e danificaram o novo piso colocado depois da reabilitação.

Feitas as correcções e com garantias de que dentro de 15 dias o pavilhão estará disponível para uso, o país fica assim com a promessa de que em Setembro pode receber sem sobressaltos o Afrobasket sénior feminino.

Ora, se o pavilhão do Maxaquene é tão importante quanto indispensável para o basquetebol o do Estrela Vermelha o é, também, para o hóquei em patins, cuja Selecção Nacional precisa de um recinto adequado para preparar a defesa do quarto lugar de 2011, em San Juan, Argentina, no próximo Campeonato do Mundo, igualmente em Setembro, mas em Angola.

O pavilhão dos alaranjados tem o problema de infiltração das águas das chuvas pelo telhado que, por sua vez, danificou uma parte do piso da quadra dos jogos.

Neste momento o piso foi parcialmente reabilitado e o pavilhão já pode receber jogos de hóquei em patins e até a própria Selecção Nacional para se preparar, mas a reabilitação ainda não está terminada.

Há que melhorar a cobertura para não mais verter quando chover e trocar o parquet agora colocado por um original, mas nada que impeça que, por ora, os patins possam rolar.

 

FERNANDO SUMBANA SATISFEITO

COM AS SOLUÇÕES CRIADAS

 

No primeiro dia de visita às infra-estruturas construídas ou reabilitadas para receber os X Jogos Africanos Fernando Sumbana Jr. visitou na tarde da passada quarta-feira os pavilhões dos vizinhos Maxaquene e Desportivo de Maputo.

No dia seguinte escalou o pavilhão do Estrela Vermelha, antes de no dia seguinte passar pela arena de voleibol e o campo de futebol do Costa do Sol e o pavilhão da Académica.

Hoje, último dia da visita, o ministro da Juventude e Desportos visita o complexo do Zimpeto, que compreende o Estádio Nacional, as piscinas olímpicas e a pista de aquecimento para atletismo e, por fim, o pavilhão da Comunidade Maometana.

Sobre o que viu e ouviu dos empreiteiros sobre os pavilhões do Maxaquene e Desportivo de Maputo, Fernando Sumbana Jr. Disse ter ficado com a impressão de que a situação estava sob controlo.

- Qual é o nível de satisfação depois de ter visitado os pavilhões do Maxaquene e Desportivo, sobretudo das pessoas envolvidas nos processo de correcção dos problemas detectados depois dos Jogos Africanos?

- Nós sabemos quais são os problemas que existem e as partes que devem assumir as responsabilidades estão no terreno a tentar solucioná-los. Aliás, acredito que dentro de duas semanas teremos os campos operacionais e não mais voltaremos a falar dos problemas que surgiram e que são, inclusive, mínimos em relação à imensidão das intervenções feitas.

- Acredita que em duas semanas os problemas que existem no pavilhão do Maxaquene estarão resolvidos, isso dando fé à explicação que recebeu do empreiteiro?

- Eu acredito que sim, porque o empreiteiro da obra, a Teixeira Duarte, não está a fazer as intervenções no pavilhão do Maxaquene porque falamos agora ou porque prometemos fazer esta visita. Antes desta visita nós tivemos sessões de trabalho, avaliámos exactamente o que existia e fizemos a avaliação das necessidades técnicas. Neste momento as equipas já estão no terreno a trabalhar. A promessa feita é de que o pavilhão estará disponível para ser utilizado dentro de duas semanas. Posto isto, a nós só nos cabe acreditar, porque queremos que os campos estejam prontos para se jogar.

 

ESTADO NÃO VAI

GASTAR MAIS DINHEIRO

 

O titular da pasta da Juventude e Desportos garantiu que dos cofres do Estado nem mais um tostão será tirado para as correntes obras de reabilitação ou correcção dos erros havidos quando da construção ou reabilitação dos recintos que acolheram os X Jogos Africanos.

- Que informação recebeu para que depois dos Jogos Africanos o pavilhão do Maxaquene tivesse ficado com o piso danificado?

- Houve várias questões que nós temos que compreender. Primeiro, é preciso que se saiba que as intervenções feitas lá no Maxaquene alteraram o ambiente e o espaço. Essa é a questão de fundo. Este caso remete-nos a uma reflexão sobre a importância de se fazer o estudo de impacto ambiental antes de se executar uma obra. Muitas vezes achamos que é um excesso de exigências por parte das entidades quando nos pedem para fazer-se esse estudo, mas neste caso particular o pavilhão respirava e escoava naturalmente as águas das chuvas.

- Pode explicar melhor o facto de antigamente o pavilhão respirar e escoar naturalmente as águas das chuvas?

Porquê isso acontecia? Porque não tinha o pavêt que foi colocado quando da reabilitação para os Jogos Africanos. Por outro lado, havia um moreto que fazia o desvio das águas que se encaminhavam para o interior do pavilhão. Portanto, houve uma série de elementos imprevisíveis que depois criaram a surpresa que aconteceu depois dos Jogos Africanos. Em suma, a situação que ocorreu no pavilhão do Maxaquene remete-nos à necessidade de antes de se avançar para uma obra fazer-se o estudo do impacto ambiental de modo a evitar a alterações naturais desnecessárias.

- Em relação ao pavilhão do Desportivo?

- Este pavilhão nunca encerrou desde que foi reabilitado. Nele houve alguns danos depois dos Jogos Africanos, mas de menor impacto. Por exemplo, nós tínhamos um piso que resistia à chuva mas quando se reabilitou colocou-se um melhor, mas menos resistente às águas. Agora o que tem que acontecer é que temos que arranjar uma solução de modo a se fechar a parte lateral do pavilhão da qual entra água sempre que chove e há ventania.

- É verdade que a situação do Estrela Vermelha parece ser igual à do Desportivo em termos de poucos danos havidos depois dos Jogos Africanos?

- É verdade! Aqui tanto o construtor assim como o dono do pavilhão acham que nós não podemos fazer uma intervenção antes de se ter a certeza do real problema. Isto é, nós só poderemos fazer o teste do tecto quando houver grandes chuvas e a partir daí identificarmos com clareza o que é que há. Como estamos na época das chuvas penso que não será difícil fazer-se esse teste para depois disso fazer-se a reparação. Entretanto, neste momento pode-se ir usando o piso do pavilhão. Só que porque o parquet colocado na parte que estava danificada devido às águas das chuvas que entravam pelo telhado do pavilhão, por não ser o apropriado, sobretudo para as competições internacionais, deverá ser removido em tempo oportuno. Mas por enquanto o pavilhão já pode ser utilizado quer para treinos e até mesmo para jogos oficiais.

- Quando é que este pavilhão estará totalmente disponível?

- Só se pode ter o prazo de conclusão com rigor quando se tiver feito o teste numa situação de chuvas intensas. O material para se fazer a cobertura existe, pelo que assim que houver chuva intensa e se fizer o teste já poderemos saber quando vai terminar, em definitivo, a reabilitação.

- Quanto dinheiro o Estado vai gastar para se fazer as correcções em todos os recintos que acolheram os Jogos Africanos, mas particularmente no pavilhão do Maxaquene que, em Setembro, vai acolher o Afrobasket sénior feminino?

- Nós esperamos não gastar nada. Estamos a trabalhar com os mesmos empreiteiros que executaram estas obras na altura dos Jogos Africanos. O que nós esperamos é não gastar nada.

 

Selecção de hóquei em patins

pode vir treinar quando quiser

 

- Luís Manhique, presidente do Estrela Vermelha

 

“Estavamos a ser pressionados pelos nossos parceiros, particularmente pela Federação Moçambicana de Patinagem, porque tem neste pavilhão a única alternativa de preparação para o Mundial de Setembro, em Angola. Depois desta visita do ministro da Juventude e Desportos e com o facto do empreiteiro ter deixado o pavilhão de portas abertas, o que é sinal de nos ter entregue, ainda que não a título definitivo, nós também entregaremos o pavilhão à FMP para seguir o calendário de preparação da Selecção Nacional e, eventualmente, para a realização de alguns jogos de hóquei em patins.”

 

 

Os recintos desportivos

devem estar sempre em uso

O ministro da Juventude e Desportos recorreu ao exemplo da aviação civil para dizer que os recintos desportivos devem estar sempre em utilização para justificar a sua existência.

Para Sumbana, os recintos desportivos são que nem os aviões que devem estar sempre no ar a transportar pessoas e bens.

Com este exemplo o titular da pasta da Juventude e Desportos reagia ao facto de muitas vezes as selecções nacionais não terem espaço para treinar, mesmo depois de algumas infra-estruturas terem sido reabilitadas com fundos do Estado

- Nós devíamos olhar para esta questão de desporto numa perspectiva de responsabilidade social. Por exemplo, no pavilhão do Desportivo se houvesse a possibilidade de a comunidade que está à volta do clube desfrutar das instalações seria bom. Nós temos que entender que as instalações desportivas são que nem um avião, que tem de andar a maior parte do tempo no ar e não estando estacionado. Portanto, as infra-estruturas desportivas deviam ser usadas o máximo possível, porque só assim poderíamos ter resultados. Apesar deste meu apelo, espero que se entenda que eu não posso interferir naquilo que são as políticas específicas dos clubes. O máximo que posso dizer é que partilhar é a melhor coisa que podemos fazer porque amplia o âmbito de actuação e consegue trazer mais gente a praticar as várias modalidades que existem nos nossos clubes – disse Fernando Sumbana.   

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O jeito pimpão do Abdul Omar 

Assim na frontalidade já conhecemos o Abdul Omar dos tempos em que o homem andava pelas gloriosas planícies do Chibuto à frente da mais representativa equipa da província de Gaza (na actualidade), com ele registando uma agradável entrevista naquele aprazível reduto de Mokhotwene, onde os seus guerreiros repousavam antes de receberem os seus adversários. Implacável, o futebol arrastou-o para outras paragens, entre as quais para o Estrela Vermelha da Beira e, agora, ao Textáfrica do Chimoio, equipa que elevou ao Moçambola sem muitas objecções por parte da concorrência. Se calhar por isso mesmo, ainda no limiar deste mesmo Moçambola, tenha exagerado nas suas convicções e tenha dito que a despretensiosa e modesta Associação Desportiva de Macuácua teria de se haver primeiro com ele, Abdul Omar, e depois com o Textáfrica, intimidante previsão que nem se concretizou pois o jogo acabou empatado na Soalpo. No discurso daquele que também já foi treinador do Vilankulo FC, do romântico Yassin Amugi, fica explícito esse jeito pimpão e bonacheirão que até faz bem ao futebol porque, apesar de fanfarrão, preenche de emoção esses momentos que antecedem os jogos. Apesar de tudo quanto lhe maldizem, o Jorge Jesus tem admiradores por cá e deixa discípulos também por este futebolzinho subdesenvolvido…

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O txopela de José Mussumbuluko 

Alô cambada, hoje estreia este meu espaço inspirado no famoso taxista Zé Manel, aquele meu colega de armas que tem o privilégio de passar na RDP África. Já ouviram o homem? A ideia é contar-vos sobre as conversas que tenho tido com os meus ilustres passageiros, alguns até de gabarito internacional. Por exemplo, pá, o último que me calhou foi o presidente do pendente, protelado e adiado futuro Campeão Nacional de Moçambique, o Amosse Chicualacuala, depois de levar uma tal de coça do Ferroviário, eh, eh, eh…

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Orgulho lagarto! 

Já conhecíamos do amigo e colega Joca Estêvão o seu resistente e inabalável “sportinguismo”, mau grado estar mais do que definido que este será mais um atípico ano leonino; mais um a juntar a muitos tantos outros já em demasia em que o Sporting não festeja o título, pese o habitual alvoroço e entusiasmo no começo de cada época. De tal feição que nunca poderia o Joca deixar passar uma ocasião como esta para entrevistar Manuel Fernandes, uma legenda na história não muito longínqua do Sporting Clube de Portugal. Entre as costumeiras lamentações e depois de muito chorarem no ombro um do outro, lá se recordaram os dois inquestionáveis sportinguistas dos distantes e remotos 7 a 1 infligidos ao Benfica nos tempos doutra senhora, jogo em que Manuel Fernandes marcou nada mais, nada menos do que quatro golos. E ali se agarraram os dois, enxugando as lágrimas um ao outro e as mágoas de um Sporting que teima em não conquistar o título de campeão, para desespero destes dois fulanos de tal. Vamos lá a ver se para o ano, pá!

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Vamos lá perceber o Salvado 

Na semana passada o Costa do Sol deslocou-se a Nampula para enfrentar o Ferroviário local que, como toda a gente deve saber, está a ser orientado, sábia e resolutamente, por Arnaldo Salvado, conhecido não apenas por não levar desaforo para casa, mas também pelo uso de expressões menos ortodoxas, como da vez em que mandou uma fiscal de linha enfiar a bandeirola em intraduzível local, levantando a ira e a indignação de sensibilidades ligadas ao género. Desta última vez parece ter sido mal-entendido por esta malta ora meio-decepcionada do Costa do Sol, a ponto de muito rapidamente o treinador que deu quatro títulos consecutivos aos “canarinhos” ter publicado nas redes sociais um emocionante pedido de desculpas, onde reconhece que tem “todo o respeito e imenso carinho pelo Clube de Desportos da Costa do Sol, clube onde cresci como treinador e onde ajudei a conquistar quatro campeonatos nacionais e várias taças”. Depois de uma declaração como esta, descomprimam-se os espíritos mais ressentidos das hostes “canarinhas” e acolham esta verdadeira confissão também de desportivismo. Afinal, tudo isto é apenas espectáculo, porque o resto e o mais importante está no nosso coração!

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Classificação do Moçambola 2017

Equipas
J V E D GM GS P
1 U.D. Songo 3 3 0 0 5 1 9
2 Clube de Chibuto 3 2 1 0 6 3 7
3 F. de Maputo 3 2 1 0 6 4 7
4 UP Lichinga 3 2 0 1 4 3 6
5 D. Nacala 3 1 1 1 3 3 4
6 ENH de Vilankulo 3 1 1 1 3 3 4
7 F. de Nacala 3 1 1 1 2 2 4
8 Textáfrica de Chimoio 3 1 1 1 2 3 4
9 F. da Beira 2 1 0 1 4 3 3
10 Liga Desportiva 3 1 0 2 3 4 3
11 F. de Nampula 3 0 2 1 1 2 2
12 1º De Maio 3 0 2 1 2 4 2
13 A D Macuácua 3 0 2 1 2 4 2
14 Maxaquene 1 0 1 0 2 2 1
15 Costa do Sol 3 0 1 2 1 3 1
16 Chingale de Tete 2 0 0 2 0 2 0
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