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… e no fim fomos os bombos da festa

A Selecção Nacional de Futebolde Sub-17 perdeu no último sábado, em pleno Estádio da Machava, por 3-0, diante da sua congénere das Ilhas Comores,em jogo da segunda mão da primeira eliminatória de acesso ao Campeonato Africano da modalidade, cuja fase final terá lugar em Madagáscar, em 2017. Moçambique perdeu a eliminatória com o agregado de 5-1, visto que no jogo da primeira mão a equipa de todos nós perdera por 2-1.

Fim penoso e desastroso para a selecção de sub-17 de futebol. Contra todas as expectativas, a selecção de todos nós se apresentou da pior forma naquele que poderia ter sido o jogo que colocaria o país na rota da 12.ª edição do CAN. O golo positivo conseguido no jogo da primeira mão (1-2), nas Comores, relançava as esperanças e acreditava-se que os “Mambinhas” poderiam,no mínimo, ter forçado a que o jogo fosse decidido na lotaria das grandes penalidades. Na prática, Moçambique precisava de marcar apenas um golo e não sofrer nenhum.

Infelizmente não conseguimos alcançar esse objectivo. Voltámos, uma vez mais, a cair precocemente por culpa própria,com erros clamorosos e inadmissíveis. É também verdade que a compleição física dos atletas das Comores, comparativamente aos nossos jogadores,deixou algumas dúvidas no que à idade real dos jogadores diz respeito. Mas não é por aí que iremos justificar a amarga derrota e a péssima performance da equipa moçambicana.

Moçambique jogou sem alma, sem ambição, sem perspectivas, sem estrutura, e sentiu-se a ausência de uma liderança dinâmica e proactiva para direccionar os jogadores, que simplesmente jogavam à deriva, sem nenhum comandante ao leme.  

É perceptível, até certo ponto, que se tratando de uma equipa com jogadores novos e inexperientes há que ponderar certos aspectos e dar-se mais atenção à evolução da mesmaa todos os níveis, mas sucede que a equipa orientada por Nelinho esteve longe da performance que apresentou no jogo da primeira mão nas Comores. Simplesmente fomos reduzidos a uma insignificância sem paralelo.

Voltámos, uma vez mais, à estaca zero. Recorde-se que no ano passado a equipa ora orientada por Dário Monteiro falhou a qualificação para o CA N ao perder no jogo da primeira mão da segunda eliminatória frente à sua congénere de Angola por 2-0, depois de ter saído melhor em casa ao vencer por 2-1.

Enfim, ao invés de fazer a festa e manter viva a esperança de marcarmos a presença na 12.ª edição do Campeonato Africano de Futebol da categoria, virámos os bombos da festa em nossa casa.

Raimundo Zandamela/Luís Muianga

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