… e no fim fomos os bombos da festa

Fim penoso e desastroso para a selecção de sub-17 de futebol. Contra todas as expectativas, a selecção de todos nós se apresentou da pior forma naquele que poderia ter sido o jogo que colocaria o país na rota da 12.ª edição do CAN. O golo positivo conseguido no jogo da primeira mão (1-2), nas Comores, relançava as esperanças e acreditava-se que os “Mambinhas” poderiam,no mínimo, ter forçado a que o jogo fosse decidido na lotaria das grandes penalidades. Na prática, Moçambique precisava de marcar apenas um golo e não sofrer nenhum.

Infelizmente não conseguimos alcançar esse objectivo. Voltámos, uma vez mais, a cair precocemente por culpa própria,com erros clamorosos e inadmissíveis. É também verdade que a compleição física dos atletas das Comores, comparativamente aos nossos jogadores,deixou algumas dúvidas no que à idade real dos jogadores diz respeito. Mas não é por aí que iremos justificar a amarga derrota e a péssima performance da equipa moçambicana.

Moçambique jogou sem alma, sem ambição, sem perspectivas, sem estrutura, e sentiu-se a ausência de uma liderança dinâmica e proactiva para direccionar os jogadores, que simplesmente jogavam à deriva, sem nenhum comandante ao leme.  

É perceptível, até certo ponto, que se tratando de uma equipa com jogadores novos e inexperientes há que ponderar certos aspectos e dar-se mais atenção à evolução da mesmaa todos os níveis, mas sucede que a equipa orientada por Nelinho esteve longe da performance que apresentou no jogo da primeira mão nas Comores. Simplesmente fomos reduzidos a uma insignificância sem paralelo.

Voltámos, uma vez mais, à estaca zero. Recorde-se que no ano passado a equipa ora orientada por Dário Monteiro falhou a qualificação para o CA N ao perder no jogo da primeira mão da segunda eliminatória frente à sua congénere de Angola por 2-0, depois de ter saído melhor em casa ao vencer por 2-1.

Enfim, ao invés de fazer a festa e manter viva a esperança de marcarmos a presença na 12.ª edição do Campeonato Africano de Futebol da categoria, virámos os bombos da festa em nossa casa.

Raimundo Zandamela/Luís Muianga