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UM PONTO JÁ FARIA MUITO BEM AO EGO

UM PONTO JÁ FARIA MUITO BEM AO EGO

“O pensamento da possibilidade conduz ao êxito”, Robert Schuller

Sei que independentemente de qualquer resultado do jogo de hoje no Estádio Nacional do Zimpeto, para a quarta jornada do Grupo F de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN), os “Mambas” continuarão a precisar de vencer principalmente Cabo Verde, que tem menos um ponto que o nosso conjunto, mas um pontinho esta tarde/noite faria muito bem ao nosso ego.

Para tal, é necessário esquecer a derrota, que já passou, e concentrarmo-nos no que ainda é possível fazer. Aliás, ainda que ninguém goste de perder, quem chegou a acreditar cegamente na vitória é dos melhores optimistas deste país. Todos conhecemos o poderio dos Camarões, que assenta não só na qualidade dos seus jogadores (jogam nos melhores campeonatos e têm ritmo competitivo porque praticamente todos estão a jogar), mas também na questão financeira do próprio país e, como se não bastasse, os confrontos directos são-nos desfavoráveis.

Por isso, na minha ingenuidade, não entendo a motivação dos que vilipendiam os “Mambas” pela derrota. É bom lembrar que só ao terceiro jogo é que marcaram um golo em casa dos Camarões, tendo por isso Kamo-Kamo entrado para a história. Desde a surpreendente vitória de 1983, por 3-0, no Estádio da Machava, Moçambique somou quatro derrotas, a primeira por 4-0, em casa casa destes, no mesmo ano; a segunda foi em 1999, desta feita, por 1-0. Os Camarões vieram a Maputo a 11 de Abril de 1999 calar o Estádio da Machava, com um claro1-6, e na quinta-feira foi o 4-1 em Douala. As estatísticas falam por si.

Atanásio Zandamela

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