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ROSTOS & RASTOS

JOSÉ JÚLIO, O NACIONALISTAPOR DETRÁS DO DESPORTISTA

Foto de Urgel Matula: José Júlio de Andrade, armador de jogo, sempre teve adoração por futebol

JOSÉ JÚLIO, O NACIONALISTAPOR DETRÁS DO DESPORTISTA

Muita gente há-de estar lembrada de José Júlio de Andrade como primeiro Secretário de Estado de Educação Física e Desporto de Moçambique. Mas pouca gente saberá do seu passado ecléctico, ele que quando jovem praticou basquetebol, voleibol, andebol, hóquei em patins e futebol, aqui como exímio armador de jogo.

No futebol, José Júlio atingiu os píncaros da notoriedade, no Desportivo, na Selecção de Lourenço Marques e, em última instância, na Académica de Coimbra. Para colorir ainda mais a sua passagem pelo futebol português, defrontou e venceu (3-1) o Benfica de Eusébio e Coluna – campeão europeu de fresco – bem como o Sporting CP (2-1), com um dos golos marcados por si ao Octávio Sá.

É, pois, o resumo destes e outros pedaços da vida de José Júlio que pretendemos trazer ao leitor. São memórias tão ricas quão profundas que não caberiam, obviamente, nesta prosa. Nesta viagem pelo tempo, o nosso entrevistado revisita as suas peripécias no desportivo e na política com inusitada paixão e intensidade. Não podia ser doutra forma. Afinal viveu-as na primeira pessoa.

É impressionante a forma fácil como mergulha no baú e traz à tona uma série de episódios com o mais lapidado detalhe, como se os tivesse vivido ontem. Ele destila-os numa narrativa fluída e apaixonantemente envolvente e cativante.

Vamos, então, sem mais delongas, à história deste antigo combatente da luta armada de libertação de Moçambique, hoje com 84 anos de idade, completados no dia 18 de Março, ele que é pai de quatro filhos, nomeadamente, Gabriela, Alexandra, Filipe e Ivan, sete netos e uma bisneta.

DO HARMONIA

AO DESPORTIVO

Em 1956, com 18 anos, morava na Avenida Pinheiro Chagas (actual Eduardo Mondlane), em frente ao actual campo de salão na Liga Desportiva. A zona ainda não era moderna como hoje. As construções de ferro e betão não abundavam. A rusticidade dominava o ambiente do lugar.

“Eu morava com o meu avô na Pinheiro Chagas, numa casa de madeira e zinco com um grande quintal. O meu pai era veterinário e vivia na Moamba”, conta José Júlio, que por essas alturas já dava nas vistas nas peladinhas de bairro, com amigos que se tornariam grandes futebolistas.

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